Glossário
Glossário de autismo, ABA e inclusão escolar
O que querem dizer as siglas e os termos dos cursos, em linguagem simples: 52 termos, de TEA e ABA a AEE, CIPTEA e BPC.
Autismo, diagnóstico e desenvolvimento
- TEA Transtorno do Espectro Autista
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Nome do diagnóstico de autismo nos manuais de classificação, como o DSM-5-TR. A palavra espectro quer dizer que o autismo aparece de formas muito diferentes de uma pessoa para outra: diferenças na comunicação e na interação social, e interesses e comportamentos repetitivos ou restritos. O diagnóstico é feito por médico ou psicólogo.
- Níveis de suporte
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Forma de dizer, no diagnóstico, quanto apoio a pessoa autista precisa no dia a dia: nível 1, 2 ou 3, do menor para o maior apoio (DSM-5-TR). O nível é dado separadamente para a comunicação social e para os comportamentos repetitivos, e pode ser diferente em cada um. O nível descreve a necessidade de apoio, não o valor da pessoa, e pode mudar com o tempo e o contexto.
- DSM-5-TR Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, texto revisado
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Manual da Associação Americana de Psiquiatria, de 2022, com os critérios usados para diagnosticar condições como o autismo e o TDAH.
- CID-11 Classificação Internacional de Doenças, 11ª revisão
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Classificação da Organização Mundial da Saúde usada para registrar diagnósticos no laudo, no SUS e no plano de saúde. Nela, o autismo é o código 6A02, transtorno do espectro do autismo. A CID-11 está substituindo a CID-10, em que o autismo aparecia no grupo F84, e os dois códigos ainda convivem nos laudos.
- TDAH Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
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Condição do neurodesenvolvimento marcada por desatenção, por hiperatividade e impulsividade, ou pelas duas. Pode existir junto com o autismo, o que se chama de condição coocorrente.
- M-CHAT-R/F Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised with Follow-Up
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Questionário de rastreio de sinais de autismo em crianças de 16 a 30 meses, respondido pelos pais e conferido por um profissional, que faz a entrevista de seguimento quando o resultado pede. Rastreio não é diagnóstico: resultado de risco quer dizer que a criança precisa de avaliação, e resultado sem risco não descarta autismo se a preocupação continuar.
- ADOS-2 Autism Diagnostic Observation Schedule, segunda edição
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Escala de observação usada na avaliação diagnóstica do autismo. Só aplica quem fez o treinamento próprio do instrumento; nenhum curso da Priorit Educação habilita a aplicá-la. Sozinha, não dá o diagnóstico: é uma parte da avaliação feita por médico ou psicólogo.
- Neurodiversidade e linguagem neuroafirmativa
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Neurodiversidade é a ideia de que os cérebros funcionam de formas diferentes e de que o autismo é uma dessas formas. Linguagem neuroafirmativa é falar da pessoa autista com respeito à identidade dela, sem termos como portador, sofre de, doença ou cura.
- Intervenção precoce
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Apoio ao desenvolvimento que começa nos primeiros anos de vida, quando há sinais de autismo ou o diagnóstico, com a família envolvida nas brincadeiras e nas rotinas do dia a dia.
- Modelo Denver (ESDM) Early Start Denver Model, o Modelo Denver
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Modelo de intervenção precoce para crianças autistas pequenas que junta princípios da ABA e do desenvolvimento infantil e ensina dentro da brincadeira e da rotina; é uma NDBI.
- Intervenção transdisciplinar
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Forma de trabalho em que profissionais de áreas diferentes, como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e pedagogia, montam com a família um plano único e compartilham estratégias entre si, de modo que cada um apoia também os objetivos das outras áreas no dia a dia. Cada profissional continua responsável pelos atos da própria profissão.
- TARE Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo
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Diagnóstico de quem come muito pouco ou uma variedade muito pequena de alimentos, a ponto de afetar a saúde, o crescimento ou a vida social, sem relação com preocupação com o peso. Pode acontecer junto com o autismo. Nem toda seletividade alimentar é TARE. O diagnóstico é do médico ou do psicólogo; o cuidado costuma envolver médico, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.
- TCC terapia cognitivo-comportamental
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Psicoterapia que trabalha a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Com pessoas autistas, ela costuma ser adaptada: mais visual, mais concreta e ligada aos interesses da pessoa. Feita por psicólogo ou médico. A evidência da versão adaptada é mais forte para quem se comunica com fluência pela fala.
- Crise (sobrecarga)
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Momento em que a pessoa autista fica sobrecarregada, por excesso de estímulo, cansaço, mudança, dor ou outra causa, e perde por um tempo o controle do que faz, ou se fecha e para de responder. A crise não é birra: não é um jeito de conseguir algo, e castigo não ajuda. O que ajuda é diminuir os estímulos, dar um espaço seguro com alguém de confiança por perto e, depois, entender o que levou à crise.
- Estereotipia
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Movimento, som ou fala repetidos, como balançar o corpo, agitar as mãos ou repetir um som, que muitas vezes ajudam a pessoa autista a se regular, a se concentrar ou a mostrar alegria. Estereotipia que não machuca ninguém não é comportamento desafiador e não precisa ser eliminada. Quando causa ferimento ou impede uma atividade importante, a equipe estuda a função dela.
- Camuflagem
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Esforço, muitas vezes automático, de esconder ou compensar traços autistas para se adaptar ao convívio social, como copiar gestos e frases de outras pessoas ou segurar estereotipias. É descrita com mais frequência em mulheres e pode atrasar o diagnóstico. A pesquisa associa a camuflagem a cansaço e a sofrimento psíquico.
- Deficiência intelectual
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Condição do neurodesenvolvimento com limitações importantes no raciocínio e na aprendizagem e no funcionamento do dia a dia, como comunicação, autonomia e vida social, que começam durante o desenvolvimento. Pode existir junto com o autismo. O diagnóstico é do médico ou do psicólogo e não se baseia só no resultado de um teste de QI.
- SATEPSI Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos
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Sistema do Conselho Federal de Psicologia que avalia os testes psicológicos e publica a lista dos que têm parecer favorável para uso no Brasil. Na avaliação psicológica, o psicólogo só usa teste psicológico com parecer favorável no SATEPSI.
- JASPER, PACT e PEERS
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O JASPER trabalha atenção compartilhada, brincadeira simbólica e regulação em crianças pequenas; o PACT orienta os pais na comunicação com a criança pequena; o PEERS ensina habilidades sociais a adolescentes e adultos jovens. Cada um tem formação e licença próprias, e os cursos da Priorit Educação não são essa formação.
- Pirâmide do Brincar
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Modelo de raciocínio clínico a partir do brincar, criado por Aline Kabarite, cofundadora do Instituto Priorit, que organiza o que a criança já faz ao brincar para levantar hipóteses e planejar a orientação à família. Ainda não foi avaliada em estudo próprio, e não é protocolo padronizado nem instrumento validado. Conflito de interesse: a autora é cofundadora do Instituto que vende o curso.
ABA e análise do comportamento
- ABA Análise do Comportamento Aplicada
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Ciência que estuda como o comportamento se relaciona com o ambiente e usa esse conhecimento para ensinar habilidades e diminuir barreiras à aprendizagem. No atendimento a pessoas autistas, os objetivos são definidos para cada pessoa, o progresso é medido com dados e o plano muda conforme esses dados.
- Reforço
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Consequência que, logo depois de um comportamento, aumenta a chance de ele acontecer de novo. Na ABA, o reforço é escolhido a partir do que a própria pessoa prefere.
- DTT ensino por tentativas discretas
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Forma estruturada de ensinar na ABA, do inglês Discrete Trial Training: a habilidade é dividida em partes e ensinada em tentativas curtas, cada uma com uma instrução, a resposta da pessoa e uma consequência, e cada tentativa é registrada.
- Ensino naturalista
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Forma de ensinar dentro da brincadeira e das rotinas, a partir do que a pessoa já está fazendo ou do que interessa a ela, para que a habilidade apareça na vida real e não só na sessão.
- NDBI intervenções comportamentais desenvolvimentais naturalistas
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Grupo de intervenções para crianças pequenas, do inglês Naturalistic Developmental Behavioral Interventions, que juntam a ABA e a ciência do desenvolvimento infantil e ensinam em situações naturais, como a brincadeira e a rotina, seguindo o interesse da criança. O Modelo Denver é uma delas.
- VB-MAPP Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program
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Protocolo da análise do comportamento verbal que mostra o que a criança já faz ao pedir, nomear, imitar, brincar e responder, quais barreiras atrapalham a aprendizagem e o que ensinar a seguir. Não é teste padronizado e não substitui a avaliação de linguagem do fonoaudiólogo. É obra protegida: quem aplica precisa do manual original.
- Avaliação funcional
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Observar e registrar quando, onde e como um comportamento acontece para entender a função dele, isto é, o que a pessoa consegue, evita ou sente com ele, e montar um plano de prevenção e de ensino de alternativas. É conduzida ou supervisionada pelo profissional responsável pelo caso.
- Comportamento desafiador
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Comportamento que põe em risco a pessoa ou quem está perto, ou que impede a aprendizagem e a convivência, como agressão, autolesão ou sair correndo sem noção do perigo. É estudado pela função que tem para a pessoa, e uma mudança brusca pode ser dor ou outro problema de saúde. Nunca é tratado como birra. Estereotipia que não machuca ninguém (balançar, agitar as mãos) não é comportamento desafiador.
- Assentimento
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A concordância da própria pessoa atendida em participar de cada atividade, mostrada por palavras, gestos ou comportamento. Vale para a criança, que ainda não dá consentimento formal, e continua valendo para o adulto autista, que dá o próprio consentimento ao atendimento. Respeitar o assentimento é parar ou mudar a atividade quando a pessoa mostra que não quer continuar.
- Aplicador (ABA)
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Profissional que aplica, na sessão, os programas de ensino planejados pelo coordenador ou pelo supervisor do caso, e registra os dados de cada sessão. Não é profissão regulamentada no Brasil.
- Supervisão
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Acompanhamento do trabalho de um profissional por outro mais experiente, que confere a aplicação do plano, discute os casos e orienta. Aplicadores e ATs atuam sob supervisão do profissional responsável pelo caso.
- Plano de intervenção individualizado (ABA)
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O plano que a equipe clínica escreve depois da avaliação, com objetivos que dá para medir, os programas de ensino de cada objetivo e as datas de revisão. Não é o PEI da escola: os dois podem conversar, mas quem escreve, para quê e com que regras é diferente.
- RBT Registered Behavior Technician
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Certificação de técnico em análise do comportamento do BACB (Behavior Analyst Certification Board), uma entidade dos Estados Unidos. Desde 2023, o BACB não aceita novos candidatos que moram no Brasil. Os cursos da Priorit Educação não são essa certificação.
- BCBA Board Certified Behavior Analyst
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Certificação de analista do comportamento do BACB (Behavior Analyst Certification Board), uma entidade dos Estados Unidos, que pede mestrado, horas de prática supervisionada e exame. Desde 2023, o BACB não aceita novos candidatos que moram no Brasil; pela regra atual, quem já tinha a certificação a mantém. Os cursos da Priorit Educação não são essa certificação.
- CABA-BR
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Sigla de uma certificação brasileira em ABA, de uma entidade externa à Priorit Educação, com exame e exigências próprias.
Comunicação, linguagem e sensorial
- CAA Comunicação Aumentativa e Alternativa
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Recursos que completam ou substituem a fala, como gestos, pranchas com figuras, troca de figuras e aplicativos ou aparelhos que falam. A escolha do recurso é feita com o fonoaudiólogo ou com a equipe que acompanha a pessoa. Usar CAA não atrasa nem impede a fala, e não existe pré-requisito para começar.
- PECS Picture Exchange Communication System
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Sistema de comunicação por troca de figuras, marca registrada da Pyramid Educational Consultants. A certificação PECS é exclusiva dessa empresa, e os cursos da Priorit Educação não a emitem.
- Ecolalia
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Repetição de palavras ou frases ouvidas de outra pessoa, logo depois ou muito tempo depois, como falas de desenho. Muitas vezes tem função de comunicação: pedir, comentar, se regular ou participar da conversa. O fonoaudiólogo avalia a função e ajuda a pessoa a ampliar a própria linguagem a partir dela.
- Processamento sensorial
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Como o cérebro recebe e organiza o que chega pelos sentidos: sons, luz, toque, movimento, cheiro e sabor. Muitas pessoas autistas sentem alguns estímulos com mais ou com menos intensidade, o que muda o conforto e a participação. Avaliar o perfil sensorial é papel do terapeuta ocupacional.
- TO terapeuta ocupacional
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Terapeuta ocupacional: profissional da saúde que apoia a pessoa a participar das atividades do dia a dia, como se vestir, comer, brincar e estudar, inclusive nas questões sensoriais.
Escola, inclusão e papéis de apoio
- AT (acompanhante terapêutico) acompanhante terapêutico
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Profissional que acompanha a pessoa autista em casa, na escola ou na comunidade e aplica, no dia a dia, o plano definido pelo profissional responsável pelo caso, sob supervisão dele. No Brasil, AT não é profissão regulamentada. Na escola, o papel é outro: o do acompanhante especializado ou mediador escolar. No atendimento de pessoas autistas, o termo tem este sentido; na saúde mental, nomeia também outra prática clínica.
- Mediador escolar e profissional de apoio
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Pessoa que apoia o aluno com deficiência na escola: na comunicação, na participação nas atividades, na alimentação, na higiene e na locomoção. O nome muda de uma rede de ensino para outra (profissional de apoio escolar, acompanhante especializado, mediador). A Lei 12.764 garante acompanhante especializado ao aluno autista na sala comum, em caso de comprovada necessidade. A formação exigida depende da rede de ensino. Pela Lei Brasileira de Inclusão (art. 3º, XIII), o profissional de apoio não faz técnicas nem procedimentos de profissões regulamentadas, como terapia.
- AEE Atendimento Educacional Especializado
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Serviço da educação especial que identifica as barreiras do aluno com deficiência, como o aluno autista, e organiza recursos e estratégias para ele participar da escola. Completa a sala comum, sem substituí-la, e costuma acontecer na sala de recursos multifuncionais, no contraturno (Decreto 7.611/2011 e Resolução CNE/CEB 4/2009).
- PEI escolar
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Plano individual que a escola escreve para o aluno com deficiência, como o aluno autista: o que ele vai aprender, com quais adaptações e apoios, e como o progresso será acompanhado. A sigla aparece como Plano Educacional Individualizado ou Planejamento Educacional Individualizado, conforme a rede de ensino. É feito pela equipe da escola com a família, com o próprio aluno sempre que possível e, quando dá, com os profissionais que o atendem.
- Ensino estruturado (TEACCH)
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Forma de organizar o ambiente e as tarefas para que a pessoa autista saiba o que fazer, por quanto tempo e o que vem depois: espaço organizado, agenda visual, tarefas com começo e fim claros e apoio visual. A ideia vem do programa TEACCH, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
- Educação inclusiva
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Educação em que alunos com e sem deficiência aprendem juntos na escola comum, cada um com os apoios e as adaptações de que precisa para participar.
Direitos e benefícios
- Lei 12.764 (Lei Berenice Piana)
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Lei federal de 2012 que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Ela reconhece a pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, o que garante a ela os direitos da pessoa com deficiência.
- CIPTEA Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
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Documento gratuito criado pela Lei 13.977/2020 (Lei Romeo Mion), que identifica a pessoa autista e facilita o atendimento prioritário. Quem o faz são órgãos dos estados e dos municípios, e a forma de pedir muda de um lugar para outro.
- BPC Benefício de Prestação Continuada
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Benefício de um salário mínimo por mês, pago pelo INSS, para a pessoa com deficiência ou idosa, a partir de 65 anos, de família de baixa renda (Lei 8.742/1993). A pessoa autista pode ter direito como pessoa com deficiência; a concessão depende de avaliação e do critério de renda.
Cursos e certificado
- Curso livre
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Curso que ensina uma competência específica, com a carga horária que o tema pede, e dá certificado de conclusão. Não depende de autorização do MEC e não substitui graduação, pós-graduação nem habilitação profissional. Todos os cursos da Priorit Educação são cursos livres.
- Pós-graduação (especialização)
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Curso oferecido por instituição de ensino superior credenciada pelo MEC para isso, com no mínimo 360 horas (Resolução CNE/CES 1/2018). Curso livre não é pós-graduação e não dá o título de especialista.
- Carga horária
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O total de horas do curso, dito em h (por exemplo, 40 h). É a carga que vai no certificado.